sexta-feira, 30 de junho de 2017

Isolados nas redes sociais, busólogos desconhecem que pintura do Rio de Janeiro poderá mudar

A maioria dos brasileiros se encontra isolada nas redes sociais, fato complementado pela confiança cega na grande mídia e na aversão a leituras mais aprofundadas. Infelizmente, suas únicas fontes de informação são os meios de comunicação tradicionais e as redes sociais. Nos primeiros, há grandes empresários, entre donos e patrocinadores, interessados em impor seus pintos de vista. Nas segundas, há cidadãos mal informados que se divertem em espalhar boatos e lendas que comumente se opõem a fatos que ocorrem na realidade.

Quando eu fiz a série sobre a possível volta das pinturas personalizadas na frota municipal do Rio de Janeiro, ficou a impressão de que fui eu que inventei esta estória, por ser um dos maiores interessados para que a padronização de pintura se encerre. Mas eu não gosto de mentir e se alguma notícia falsa é divulgada por mim é por boa fé, por confiar nas fontes onde eu pego um informação. Pessoas erram, pessoas mentem. Mesmo fontes confiáveis podem errar de vez em quando.

Secretário de transportes é contra padronização de pinturas

A série de postagens se iniciou graças a uma entrevista que eu li dada pelo secretário de transportes da gestão Crivella, Fernando McDowell. McDowell demonstrou intenções de eliminar a pintura padronizada da frota municipal. Em 2010, quando a medida foi implantada pelo prefeito do PMDB, Eduardo Paes, McDowell fez críticas a medida, pois entende que a identificação de empresas é uma medida que facilita a vida do usuário, respresentando respeito à população e ao resultado das licitações. Até agora, Feira de Santana, na Bahia é a única gestão das que fizeram licitação permitindo a pintura diversificada.

Como McDowell é secretário de transportes, responsável pelo sistema de ônibus na capital fluminense, será dele a decisão sobre o que irá acontecer com a pintura dos ônibus cariocas. Ele está prestes a lançar o novo sistema de ônibus que trará de volta linhas importantes, extintas de forma irresponsável pela gestão anterior. Como está demorando bastante para lançar o novo sistema, antes previsto para abril, subentende-se que haverá novidades sobre a pintura, possivelmente a volta da pintura diversificada. 

Pintura de 2010 simboliza decadência do sistema de ônibus carioca

Sabe-se que no mínimo a pintura atual está com os dias contados, mesmo que seja substituída por outra padronização de pintura. A pintura de 2010 ficou com um péssimo estigma por marcar a decadência do sistema da ônibus carioca, outrora um dos exemplares.

Mas muitos entusiastas, conhecidos como "busólogos" desconhecem a possibilidade de mudanças e acreditam - uns até querem - que esta pintura seja mantida. A acelerada renovação de frota ocorrida nos últimos meses, ainda com a pintura de 2010, dá uma ilusão de que as coisas continuarão como estão. Mas sempre é bom nos informar melhor e saber que nem tudo dura para sempre. Não há mal que sempre dure e não há bem que não se acabe. Pode ser que a "Viação Eduardo Paes" esteja com os dias contados. É ver para crer.

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