sábado, 25 de fevereiro de 2017

O fim da Padronização Visual Carioca e a Região Nordeste - Parte 2

Hoje voltamos com a segunda parte da postagem que fala sobre os sistemas de ônibus da Região Nordeste. 

Nesta postagem, vamos mostrar se o possível  fim da padronização carioca irá influenciar nos sistemas das capitais dos estados nordestinos alinhados horizontalmente no mapa: Fortaleza, São Luiz e Teresina. 

Sabe-se que nenhuma das três pretendem eliminar a sua pintura padronizada, por causa das características implantadas que podem associar o fardamento ao progresso qualitativo dos sistemas das cidades mencionadas. 

Fortaleza

A capital nordestina pioneira em adotar a pintura padronizada, tendo usado o fardamento da frota por muitos anos, adotou recentemente a sua terceira estampa de padronização, criada pela mesma equipe responsável pela estampa dos padronizados de Niterói, cidade onde eu moro. Sua pintura atual, logo atrás de Rio Branco, é a mais bonita entre as pinturas padronizadas nas capitais do país.

Muito provavelmente ela não cancelará a sua pintura padronizada, que apesar de não oferecer variação - nem o BRT de Fortaleza tem pintura diferente - permite identificação da empresa por meio de logomarca, como acontece em São Gonçalo, vizinha a Niterói. Aliás, é a única das três a permitir a identificação de empresas, já que em São Luiz e Teresina, sequer o nome da empresa aparece em letras pequenas, como é em algumas cidades pelo país.

Um ponto a observar - e isso vale também para as outras duas capitais analisadas nesta postagem - é o que coincidentemente com a pintura, aconteceram uma séria de melhorias bastante significativas nos sistemas. Fortaleza, por exemplo, lançou a ideia de frota 100% refrigerada, meta que está sendo cumprida aos poucos. A renovação de frota tem ocorrido de forma bastante acelerada, sendo a capital nordestina com renovação mais rápida de frota.

Tais fatores de melhoria, mesmo que sejam apenas coincidentes, vieram junto com a padronização visual e ao entender de público e entusiastas, a estampa de pintura ficou associada à melhoria do sistema - do contrário que a do Rio de Janeiro, cuja pintura ficou associada a piora do sistema - o que deve estabilizar a padronização visual.

São Luiz

Dividido em lotes, o sistema, que antes da licitação, era padronizada, mas destacava a logomarca da empresa, testou vários tipos de pintura após a licitação mais recente que foi inspirada no exemplo carioca. Hoje ostenta uma pintura com amarelo-limão pintado em toda a lataria, com destaque para o nome da cidade (característica da maioria dos sistemas padronizados e que é inspirado no exemplo de Curitiba), sem qualquer forma de identificação das empresas pelo usuário.

Apesar de não ter divulgada a intenção de refrigerar a frota, hoje a renovação de frota prioriza carros refrigerados, incluindo carros articulados que operam junto com o resto do sistema - não como um BRT separado do resto da frota. As melhorias também fazem com que a pintura atual seja associada a esse bom momento do transporte ludovicense, o que deve fazer com que a pintura padronizada não seja cancelada.

Teresina

Adotada na mesma semana que foi implantada a pintura padronizada no Rio de Janeiro, a pintura de Teresina não deverá mudar, pelo mesmo motivo das outras duas capitais observadas nesta postagem. 

Com sensíveis melhorias em seu sistema, deve manter a sua pintura, com o mesmo verde que era tradicional na empresa carioca Rodoviário Matias, com faixas verticais de cores que variam com o consórcio e nenhuma forma de identificação das empresas. 

Um carro pintado com prata no lugar de verde está sendo testado em Teresina, mas não fui informado se a pintura mudará para esta estampa, que é mais bonita que a de cor verde. Mas certamente, Teresina não voltará a adotar a diversidade visual, apesar de ter adotado praticamente junto com o sistema carioca prestes a retomar a diversidade visual de sua frota de ônibus.

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