sexta-feira, 18 de maio de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: Linhas rodoviárias, lotando o terminal urbano e esvaziando a rodoviária

Uma vez eu publiquei uma foto da rodoviária de Niterói, onde apareciam apenas 4 ônibus (há mais de 15 plataformas no local). Um entusiasta elogiou a rodoviária e comentou que a mesma deve ser bem movimentada. Eu comentei que o cara estava errado e que a rodoviária só vive vazia porque as principais linhas rodoviárias não param nela e sim no terminal urbano, um pouco longe da rodoviária.

Quem não vive em Niterói desconhece este fato. A principal rodoviária de Niterói, a Rodoviária Roberto Silveira, localizada quase na saída da parte central do município, só atende linhas para destinos mais longínquos e para linhas de pouca demanda. As linhas que realmente garantiriam movimento para a rodoviária não param nela desde os anos 90, quando eu ainda morava em Salvador. 

Nas décadas de 70 e 80, a rodoviária de Niterói era uma maravilha. Só vivia cheia. O estoque se situava nas ruas próximas e dava gosto de ver muitos ônibus saindo dela. mas tiveram a infeliz ideia de transferir as linhas de maior demanda para o terminal urbano e o caos se instalou neste, criando um esvaziamento da rodoviária, hoje deserta e situada num quarteirão abandonado cheio de moradores de rua.

As linhas de maior demanda que deveriam parar na rodoviária são as que ligam a Região dos Lagos (Saquarema, Araruama e Maricá), Baixada Fluminense (Magé, Caxias e Nova Iguaçu) e cidades próximas como Rio Bonito e Itaboraí. Elas param no final do terminal urbano, misturados com outras linhas urbanas, numa infra-estrutura que não é adequada para linhas rodoviárias.

Nos horários de pico, o terminal, que é muito mal administrado com localização das linhas e quantidade de ônibus mal distribuídos, engarrafa bem, chegando a levar cerca de 25 minutos para sair do terminal. As linhas da zona sul e as da rodoviária poderiam muito bem deixar o terminal e parar nos outros lugares. A rodoviária, do contrário do terminal, tem infra-estrutura boa para linhas de grande demanda como as que citei. 

Interesses financeiros entre a prefeitura, os donos das lojas localizadas no terminal e as empresas de ônibus se recusam a tomar esta sensata decisão, preferindo manter a bagunça. A minha solução para que a demanda das linhas rodoviária não ficasse prejudicada com o retorno das mesmas à rodoviária seria a criação de uma linha gratuita João Goulart/Rodoviária (a ser paga com custos de outra linha da empresa que puder operar). Esta linha não precisaria ter mais de 5 carros para a sua operação.

Com esta solução proposta por mim, a rodoviária voltaria a ter seus dias de glória e tararia movimento para a área ao redor, hoje francamente abandonada - e perigosa - com comércio fechado e um clima de tristeza que ajuda a espantar aqueles que necessitam das poucas linhas operantes na rodoviária para viajar para onde quiser.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: itinerários mal planejados

Além da ausência de linhas para destinos importantes, ainda temos linhas com trajetos mal planejados, que poderiam ganhar demanda e ser mais úteis se fossem alterados. Um bom exemplo disso é a linha 60, que liga a Ilha da Conceição a Icaraí. Ou melhor, parte de Icaraí, pois ele mal passa pelo bairro propriamente dito.

A linha surgiu em 1982, época em que muitas linhas então inéditas foram criadas (46, 60, 61, 62, 66) e é bastante útil para quem vive na isolada ilha da região norte de Niterói, próxima ao Contorno (que é integrada com a rodovia federal que serve São Gonçalo e passa pela Manilha, em Itaboraí). Antes, a ilha era servida apenas por uma linha, a 15 (Ilha da Conceição - Centro), hoje existente, após ter sido quase extinta nos anos 90.

O problema é que a linha poderia servir mais o bairro de Icaraí, passando por toda a praia e retornando na Rua Joaquim Távora (onde entram os ônibus em direção a São Francisco e Vital Brazil), seguindo depois pela Av. Roberto Silveira toda, substituindo a extinta linha 9, de altíssima demanda. Ao invés disso, entra na Rua Alvarez de Azevedo, no início de Icaraí e segue uma parte pequena da Roberto Silveira.

Há outro detalhe. Em 1982, a linha não passava pelo centro da cidade, ganhando tempo em seu percurso. Não precisava ir ao centro porque na época a linha 15 já servia o percurso que ligava a Ilha ao centro da cidade. Com a rápida extinção da linha, a 60 alterou o seu itinerário, deixando de seguir diretamente a Av. Marquês do Paraná, no sentido Ilha, para entrar na Av. Ernani do Amaral Peixoto, curvando a parte norte da Av. Visconde de Rio Branco e seguindo a Av. Feliciano Sodré em direção à Ilha.

Na volta (sentido Icaraí), segue a Av. Jansen de Mello, Marquês do Paraná e entra na Av. Ernani de Amaral Peixoto, para desta vez entrar na parte sul da Av. Visconde de Rio Branco, fazendo escala em Gragoatá para seguir até o Ingá e depois Icaraí. Este trecho para Gragoatá poderia muito bem estar sendo feito pela 15, dispensando a 60 de chegar até o centro.

Outros casos de itinerários mal planejados

Apesar de eu considerar o problema da escassez de destinos maior que o de trajetos mal planejados, há outras linhas cujo trajeto precisa ser corrigido. Um exemplo é o caso das variações das linhas 38 (Itaipú - Centro) e 39 (Piratininga - Centro).

As duas linhas possuem variações com o acréscimo da letra "A" após o numero: 38A (Engenho do Mato - Centro) e 39A (também Piratininga - Centro, só que passando pelo bairro de Cafubá, ao invés da via geral na versão tradicional).

Acontece que a prefeitura poderia ter feito com que as versões "A" das linhas variassem o trajeto em relação a suas versões originais. Ambas as 38s passam por São Francisco e ambas as 39 por Santa Rosa. A demanda da 38A fica sem ir para Santa Rosa e a da 39A fica sem ir a São Francisco. Antigamente, a 38A servia Santa Rosa, mas a prefeitura cometeu a burrada de transferi-la para São Francisco, consagrando a redundância.

Estas correções são de grande utilidade para o sistema niteroiense. Bom lembrar que a minha proposta de ressurreição do Terminal Sul e do Terminal Rink (esta para as linhas paradas na Av. Ernani do Amaral Peixoto), alterariam significadamente o itinerário de boa parte das linhas, provocando a reutilização das ruas Andrade Neves e Dr. Borman para o tráfego de ônibus, como era nos anos 70 e 80.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: concentração de ônibus

No final dos anos 70 e começo dos anos 80 os ônibus em Niterói eram mais espalhados. Era o correto a ser feito, pois cidades com relativo desenvolvimento não podem ter uma concentração de ônibus em um só terminal. 

Em 1978, havia um terminal onde era a praça do Rink, onde paravam os ônibus da Pendotiba e Fortaleza. Os da Miramar paravam na Rua 15 de Novembro, em frente onde hoje é a principal entrada do Plaza Shopping. As linhas da Araçatuba paravam na Rua José Clemente e as da Santo Antônio na Maestro Felicio Toledo. As linhas para São Gonçalo de da Baixada que não paravam no Terminal paravam na Rua São João e as linhas para Itaboraí e Magé paravam na Rua Dr. Fróes da Cruz. A Av. Ernani do Amaral Peixoto era ponto para as linhas que vinham da Av. Jansen de Mello.

Nos anos 80, o terminal principal foi ampliado e virou Terminal Norte. Um terminal foi construído no centro sul e virou o Terminal Sul. Os pontos nas ruas citadas e o Terminal do Rink foram desativados. Mas as linhas continuaram espalhadas em seus trajetos, já que tanto a Rua Andrade Neves quanto a Rua Almirante Tefé eram servidas por ônibus. 

Hoje, quase todas as linhas estão concentradas em um único terminal, o João Goulart e o trajeto também ficou concentrado nas imediações da Avenida Visconde de Rio Branco, que foi duplicada nos anos 90 com o fim os terminais Norte e Sul. As linhas vindas da Av. Jansen de Mello voltaram a parar na Av. Ernani do Amaral Peixoto, como era nos anos 70. Nos anos 80 paravam na parte norte da Av. Visconde de Rio Branco, que tinha uma só mão.

O Terminal Urbano João Goulart

O João Goulart, hoje o único terminal urbano da cidade, foi construído numa área que seria um parque esportivo na orla de Praia Grande (do lado das barcas), infelizmente abandonado. A ideia de construir o terminal é boa, mas ruim é a decisão de transferir quase todas as linhas para lá. 

As linhas da Zona Sul, que poderiam muito bem ficar no centro-sul, onde ainda dá para construir um terminal, com pouquíssimos custos, e as linhas mais movimentadas da Rodoviária Roberto Silveira foram desnecessariamente transferidas para lá. Tirando as da Av. Ernani do Amaral Peixoto e as da rodoviária para longas distâncias, praticamente todas as linhas param no João Goulart.

Porque são desnecessárias? A demanda das linhas da Zona Sul saltam nas proximidades do Plaza Shopping, fazendo com que os ônibus sigam vazios ao terminal. As rodoviárias param em uma plataforma sem estrutura para elas - claramente feitas para ônibus urbanos - e deixaram a Rodoviária Roberto Silveira vazia na maior parte do período. Estranhamente, a rodoviária localizada mais ao norte, quase fora do centro, foi ampliada para receber mais linhas, mas perdeu as de maior demanda, todas deslocadas para o terminal urbano.

Engarrafamentos diários

Este mal planejamento tem causado um imenso engarrafamento quase todos os dias no Terminal João Goulart. Para se ter uma ideia, várias vezes eu levei meia hora para sair do terminal. Eu disse para sair do terminal. Meia hora é o tempo médio de percurso de uma linha do centro a bairros como Icaraí (sul) e Fonseca (norte). O excesso de ônibus, mal distribuídos nas plataformas (exemplo: linhas com mesmo destino em pontos distantes uma das outras) é certamente a causa destes engarrafamentos.

E qual seria a solução para este problema? Seria encerrar a concentração dos ônibus no João Goulart. Ressuscitar o Terminal Sul e o do Rink, tirar os ônibus da Av. Ernani do Amaral Peixoto e devolver as linhas rodoviárias de maior demanda para a Rodoviária Roberto Silveira já ajudariam bastante. E se possível utilizar outras ruas para o tráfego de ônibus, evitando que as linhas repitam itinerário forçando a presença de muitos veículos em poucas ruas.

Enquanto isso não for feito, o caos segue no João Goulart. Superlotação nunca foi boa em qualquer situação. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: falta de ligação entre a Zona Sul de Niterói com a Zona Norte do RJ e com São Gonçalo

Pelo jeito a série sobre os defeitos do sistema de ônibus niteroiense teve que acontecer de qualquer maneira. Embora de binóculo o sistema pareça perfeito, com belos ônibus de encher os olhos, junto com o estigma falso de cidade modelo que Niterói apresenta (graças ao mais que duvidoso IDH alto calculado em supostas pesquisas de qualidade de vida), o sistema é altamente falho e possui muitos defeitos. Beleza não põe mesa.

Não há previsão desta série acabar, mas há previsão da ilusão de inúmeros entusiastas acabarem. Já deve ter gente de olhos arregalados só de saber que o sistema é defeituoso. Hoje falaremos da falta de ligações entre a chamada Zona Sul niteroiense e dois destinos importantes e de alta demanda: Alcântara, em São Gonçalo e a chamada Zona norte do Rio de Janeiro.

Antigamente, havia uma linha, a 722D, que ligava o bairro de São Francisco a Penha. Era o que havia de mais próximo a região norte da capital do Rio de Janeiro, importante local de vasto comércio. A linha foi extinta no final dos anos 90, sem qualquer outra substituta.

Os bairros de Madureira e Méier deveriam ter linhas para Niterói e há vasta demanda para eles. Ao invés disso, os bairros tiveram, além desta linha, atualmente extinta, outra para Vila Isabel, cuja demanda não vai além da UERJ, localizada nas proximidades do estádio do Maracanã. Até para justificar o caro preço, a linha 703 merecia se esticar até o Meier, com final de linha no terminal Gelton, próximo ao importante centro comercial do bairro.

Porque não criar uma linha que saia de Charitas (o tal terreno baldio: outro aspecto do "maravilhoso" sistema niteroiense) com destino a Madureira, além de esticar a já existente 703 para o Méier? Como eu falei, há uma demanda carente de linhas para estes destinos. Até porque nem mesmo no Terminal João Goulart, na Zona Norte da cidade, há linhas que atendam a estes destinos.

Zona Sul merecia uma linha para Alcântara

Outra falha do sistema niteroiense é a ausência de uma linha para São Gonçalo.  O bairro de Alcântara, principal destino das linhas para o município, é um importante bairro comercial e há uma boa demanda para ele, tanto para os que moram na cidade para os que vão estudar, trabalhar e fazer compras. Tanto é que há 4 ramais, representados em cerca de 7 linhas partindo do Terminal João Goulart, todas com considerável lotação.

Mas há uma demanda séria entre os que moram e trabalham na Zona Sul de Niterói para Alcântara, que são obrigados a pegar duas condições. Mesmo o desconto oferecido pelo Rio Card ainda deixa a passagem mais cara que a paga pro apenas um ônibus. Uma ligação direta, partindo de Charitas, passando por Icaraí, com o mesmo preço das linhas da ligação Niterói/São Gonçalo seria extremamente útil. Uma linha, com carros urbanos refrigerados, seria o suficiente, de preferência evitando repetir o trajeto das linhas existentes. Pegando Sapê e Santa Bárbara indo em direção a RJ 104, mesmo vindo de Icaraí, estaria mais do que ótimo.

É preciso que as autoridades analisem a minha sugestão, que irá melhorar bastante este aspecto no sistema de ônibus da cidade de Niterói.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Defeitos do sistema niteroiense: o ponto final equivocado da linha 61

O sistema de ônibus de Niterói é cheíssimo de erros. Pouca gente comenta isso porque os ônibus com ar condicionado, pintura padronizada que agrada a muitos (menos a mim, que já cansei - prefiro a padronizada de São Gonçalo, bem mais bonita) desviam o foco do que deveria ser observado.

O sistema de Niterói é caracterizado por carros em excesso rodando vazios nas linhas, itinerários mal bolados, falta de linhas para destinos importantes, concentração de muitos ônibus em poucos terminais e pontos finais mal localizados. Pretendo fazer várias postagens sobre os defeitos do sistema de ônibus de Niterói. Vou ver como farei, se em série ou em postagens avulsas.

Hoje falarei do ponto mal localizado da 61, linha que liga o bairro de Venda da Cruz (limite com São Gonçalo - tem até linha municipal de lá para o mesmo bairro) ao bairro de Icaraí, embora o fim de linha não ficasse em Icaraí, mas sim no bairro de Vital Brazil, onde fica o instituto do mesmo nome.

Niterói já tem outras linhas em ponto mal planejado, no bairro de Santa Bárbara, onde os ônibus param em uma das vias de uma  rodovia movimentada. Param no meio, obrigando os carros a desviarem ao se aproximar do ponto final. Mas o caso da 61 não é menos ruim.

O final de linha da 61 se situa na Rua Francisco Lana, que na verdade é uma extensão da Av. Ari Parreiras. A citada avenida continua em uma curva por onde passa a linha 47 (Vital Brazil - Centro). A parte da rua em que a 61 faz seu ponto final é a mesma parte da rua em que nas quartas se instala uma feira de hortifruti-granjeiros. Feira muito boa por sinal. 

Acontece que nas quartas, a 61 é deslocada para outro lugar - que ainda não descobri qual é - para que o espaço dese lugar a feira. A prefeitura de Niterói cometeu o erro de estabelecer o mesmo lugar fixo para ambas, linha e feira, algo que acontece há décadas e que ninguém - o povo de Niterói só quer entretenimento, sobretudo festas e futebol - havia observado.

A minha ideia é que a praça abandonada de Vital Brazil pudesse ser derrubada e dar lugar a um pequeno terminal, com infra-estrutura básica e pequeno comércio, para as linhas 61 e 47 e que serviria de ponto de passagem para a linha 31 (Beltrão - Ponta d'Areia). Seria mais inteligente e modernizaria o bairro, que conta com um importante posto de saúde. A praça é inútil e só serve para abrigar moradores de rua, que deveriam morar em casas dignas, não numa praça.

Espero que várias pessoas leiam esta postagem e em caso de alguém não concordar com a ideia do terminal, propusesse soluções que pudesse resolver o problema da 61 que deveria ficar num local onde não pudesse sair periodicamente.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Mega TR: O fim anunciado da Neobus

O Brasil vive tempos doidos. Se não bastasse o caos político que acaba de prender injustamente o maior benfeitor do país, enquanto verdadeiros canalhas seguem livres e soltos, muitas coisas acontecem que mostram o verdadeiro retrocesso que afunda o Brasil.

Eu sou contra empresas comparem concorrentes do mesmo ramo. O comprador de uma empresa deveria ser de ramo diferente, quando instalados em um mesmo país. Somente concorrentes não instalados em um país poderiam comprar empresas do mesmo ramo. A minha opinião é a de que deve evitar o máximo possível a formação de oligopólios ou até de monopólios.

Mas o capitalismo parasita que destrói o nosso país gosta de oligopólios, pois aumenta o poder de empresários que passam a mandar na economia local, impondo regras que raramente não são nada justas. Mas deixemos a discussão política para outro blogue e falemos do provável fim da encarroçadora Neobus, adquirida pela dominante Marcopolo.

Mega TR: Torino S com corpinho de Mega 2006

Além da ressurreição da Busscar feita pela CAIO, em que a primeira cuidará de modelos rodoviários e a segunda a de urbanos, a Neobus, antes adquirida parcialmente pela Marcopolo, agora se torna oficialmente parte da empresa. Quem conhece a tradição da Marcopolo, sabe que isso significa o fim próximo da marca Neobus.

A Neobus, que apareceu em 2000 como continuação da Thamco (ex-Condor, ex-Ciferal Paulista), estava tendo os modelos mais belos da atualidade, o urbano Mega Plus e o rodoviário New Road. Há rumores de descontinuação destes modelos, reforçados pelo surgimento de um novo modelo, que tem muito pouco de Neobus e muito muito de Marcopolo: O Mega TR.

O próprio nome já serve como pista: TR de "ToRino? A aparência lembra bem o recém lançado Torino S, o que leva a suspeita de que este modelo será também descontinuado, com a linha Torino 2014 sendo mantida. O Mega TR gerou muita polêmica entre os entusiastas.

A polêmica se deu por que a estética "marcopolizada" to TR lembra bem o que foi feito com o Turquesa em 1998, um modelo que misturava o Padron Cidade  da Ciferal com a versão 99 do modelo Torino, mas levando o nome da primeira encarroçadora. 

A Ciferal ainda lançou, sob a batuta da Marcopolo, o belo Citmax - que eu gosto bastante -  e sua versão micro, o Minimax (bem parecido com o Ágilis da Ciferal, mas com as linhas do Citmax) que depois de um tempo simbolizaram o fim da tradicional encarroçadora Ciferal.

O Mega TR soa como um claro deja-vu de como a Marcopolo faz com as empresas que adquire, mantendo por um curto espaço de tempo para depois degolá-la definitivamente. Foi assim com a Eliziário, com a Nimbus, com a Ciferal e será com a Neobus. 

Em todas, a Marcopolo manteve as marcas com produtos híbridos (lembra do San Remo, mistura de Nimbus com Veneza?) para pouco depois encerrar as atividades da empresa adquirida, levando muitos funcionários para olhos da rua sob a sempre esfarrapada desculpa de "corte de custos".

Com o fim da produção dos belíssimos Mega Plus e New Road (na minha opinião quem deveria dar adeus é a linha G7 da Paradiso/Viaggio e o modelo Torino 2014, que já estão enchendo bem o saco), o hobby de admirar ônibus ficará sem graça, o que já acontece graças ao cacoete curitibano de pintar os ônibus com as identificações de Secretarias de Transportes. Gostar de ônibus no Brasil está ficando cada vez mais chato.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Começam as obras do BRT soteropolitano. Previsão de conclusão e operação é de 2 anos

Esta semana foram iniciadas as obras do BRT de Salvador, que inicialmente ligará o Terminal da Lapa até o bairro do Iguatemi, onde situam os shoppings mais importantes da capital. O site oficial do BRT Salvador foi lançado e confirma que o tipo de ônibus escolhido é o articulado, já consagrado neste tipo de sistema.

O sistema será dividido em três tipos de linha:
- LINHAS EXPRESSAS: Veículos que saem de uma estação a outra sem parar nas intermediárias.
- LINHAS PARADEIRAS: Veículos que vão parando em pontos reservados durante o percurso.
- LINHAS EXPANDIDAS: Veículos que operam no BRT mas se deslocam a áreas adjacentes para pegar passageiros e retornar às pistas de BRT.

A previsão é que comecem a operar em 2 anos, ou seja 2020. Não há informações sobre qualquer ampliação do sistema, que terá interação com outros modais. Com o BRT, o sistema de ônibus existente continuará existindo, apesar da possibilidade de extinção de linhas envolvidas com o percurso do BRT, o que já acontece com linhas envolvidas com o percurso do metrô.

Em 1990 houve uma tentativa de implantação de uma espécie de BRT em Salvador, conhecido como "Transporte Municipal de Massa", operado pela empresa Ogunjá (veja foto que ilustra esta postagem). O sistema foi extinto na década de 2000, alguns anos após a extinção da empresa.

O BRT de Salvador chegou a ser operado pela empresa sergipana São Pedro (posteriormente denominada Barramar), com a Ogunjá operando linhas fora do sistema. Ambas as empresas estão hoje extintas. Aguardemos a implantação do BRT de Salvador.

(Publicado no site Omni-BA)

sexta-feira, 30 de março de 2018

Sem brasileiros, Fórmula 1 se torna cada vez mais impopular. Mídia aos poucos quer se livrar da modalidade

Nos últimos anos, a categoria Fórmula 1 da corrida automobilística, tem sido cada vez menos divulgada. Enquanto a mídia enfiou na cabeça de todos que futebol é coisa de brasileiro (se nasceu ou vive no Brasil, todos tem o deve "cívico" de gostar de futebol), a Fórmula 1 passou a ser uma exclusividade de quem gosta de ver carros correndo. Eu gosto de Fórmula 1 mas o desprezo midiático tem me evitado de acompanhar com regularidade.

A Fórmula 1 é considerada a mais popular categoria de corrida automobilística. Mesmo assim, sua popularidade é ínfima. Duas razões contribuem com a sua impopularidade: o desinteresse geral das pessoas pelos meios de transporte e a origem sócio-econômica dos praticantes. O futebol, por ter maioria de ex-pobres praticando atrai uma multidão de hipócritas que acha que gostar de futebol é fazer caridade com os pobres. Não faz sentido, mas ajuda na colossal popularidade do futebol.

Graças ao desprezo midiático - a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da F1, dá sinais de que deseja se livrar da modalidade e dedicar exclusivamente ao famigerado futebol - a modalidade tem tudo para se tornar ainda mais impopular no Brasil. Principalmente pelo fato de não ter representantes brasileiros na temporada de 2018, o que para mim soou proposital, justamente para estimular o desinteresse pela corrida automobilística.

Parece que a iniciativa tem o objetivo de fazer os brasileiros focarem o futebol, que é comprovadamente a maior zona de conforto do brasileiro, transformada em dever "cívico" e obrigação social - quem não gosta é "punido" com a solidão - para desviar os brasileiros da triste realidade imposta pelo golpe. 

Nada como uma vitória no futebol para esquecermos que não ha mais empregos nem soberania. Seu Emílio sabia muito bem disso e Temer já prepara para segurar o caneco que ficará na CBF, mas mãos dos cartolas corruptos e não nas mãos da população manifestoche que sonha com Neymar na presidência da República. Se é para botar ex-pobre na presidência, para muitos, melhor o Neymar que o sindicalista de nove dedos e língua presa.

A Fórmula 1 que se contente com a mísera quantidade de fãs brasileiros, que deverão torcer ou por equipes, ou por algum corredor estrangeiro que pareça simpático. Torcerei pelo alemão Sebastian Vettel, que tem se mostrado mais valente e criativo em suas atuações nas corridas. Pelo que pude saber, ele venceu a primeira corrida desta temporada. Bom começo.

Infelizmente, sei que é triste viver em um país que só gosta de um esporte só, recusando a sua natural vocação para a diversidade.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Cidade do Aço em momentos curiosos

Esta última semana tive a oportunidade de clicar carros da Viação Cidade do Aço, que apesar do nome (que se refere a Volta Redonda) tem sede em Barra Mansa, em Niterói, mas em circunstâncias curiosas. 

Uma foi quando eu estava indo fazer uma caminhada na orla da Icaraí no último domingo e ao passar pela Rua Francisco Lana - que não é meu trajeto normal - vi um carro da Cidade do Aço parado na citada rua, provavelmente em serviço de fretamento.

Outra ocasião foi no dia do meu aniversário, 21. Eu estava tirando fotos dos ônibus urbanos na Avenida Feliciano Sodré e vi o carro-retrô (com a pintura antiga da empresa, mais bonita que a atual ) parado na rodoviária, fui lá e cliquei. 

Não consegui me informar sobre qual linha ele estava servindo, pois estava com a bandeira digital desligada. O mais curioso é que eu estava com planos de passar o meu aniversário em Volta Redonda, ideia cancelada por restrições orçamentárias.

Mas pelo menos tive a chance de clicar dois ônibus desta tradicional empresa em duas situações bem interessantes, na cidade onde eu moro.





sexta-feira, 16 de março de 2018

Novo "Terminal" de Charitas é um terreno abandonado

Antes da palhaçada de copa e de olimpíada que só serviram para gerar crise econômica no Rio de Janeiro, crise agravada pelo golpe dos corruptos "contra a corrupção" de 2016, havia um plano de grande modernização para a cidade de Niterói. Um revista inteira foi editada para mostrar as imensas transformações que a cidade de Arariboia iria passar.

Bom, isso foi no começo da década atual. Estamos quase no fim dela e Niterói parece cada vez pior. Niterói virou uma cidade do interior em tamanho grande. Uma grande roça. Até a mentalidade do niteroiense acompanhou o retrocesso, com um povo cada vez mais passivo, ignorante e arrogante. Sim, arrogante, pois a lenda do "IDH alto" deu uma ilusão de que Niterói atingiu a perfeição.

Entre as transformações, estaria a reforma - com projeto pronto - do principal terminal da cidade, hoje praticamente obsoleto, o Terminal João Goulart. Esta reforma nunca saiu do papel e está dando sinais bem claros de que não vai sair. Foi um gasto em vão mandar fazer o projeto. O terminal é feio, sujo e muito mal planejado, com excesso de ônibus e linhas distribuídas aleatoriamente entre os pontos. Um horror.

Falando nisso, ainda vou escrever sobre os defeitos do sistema de Niterói, estigmatizado como "perfeito" por entusiastas de transporte que vivem fora do município, só porque a pintura padronizada imposta à frota é "lindinha" e tem Viale BRT de piso baixo na frota municipal.

Novo "Terminal" é um terreno abandonado, sem infra-estrutura e altamente perigoso

Mas para entender a mentalidade de quem administra o transporte coletivo na cidade, num sistema onde até itinerários, pontos e linhas são muito mal planejados, vejam como é o "novo terminal" de Charitas, ponto final de linhas que ligam alguns bairros de Niterói e várias linhas para a capital do estado do Rio de Janeiro. Não riam: o novo terminal é um terreno baldio abandonado.

Sim, exatamente o que você ouviu: um terreno baldio abandonado, sem a mínima estrutura necessária, cheio de mato e uma imensa floresta que, infelizmente, é um prato cheio para assassinos e estupradores. Perigoso, se lembrarmos que o tal terreno baldio fica em uma área isolada do bairro e as linhas rodam até meia noite. Pesadelo para os funcionários e despachantes e passageiros que são obrigados a saltar no fim de linha. Vejam as fotos clicadas por mim no local.

Antes da construção do túnel Charitas-Cafubá, havia um terminal organizado em Charitas. Com a construção do túnel e a necessidade de liberar as vias para o tráfego intenso de carros que utilizariam o túnel para alcançar em menos tempo a região oceânica da cidade, os pontos acabaram jogados para longe, em um terreno baldio de uma área abandonada nos limites entre Charitas e o acesso a Jurujuba, um isolado bairro de pescadores.

É óbvio que os gestores do sistema de transporte de Niterói, que agem passivamente diante de um sistema tradicionalmente falho, decidam mudar os pontos de Charitas desta forma. Poderiam ter construído um novo terminal - terrenos não faltam para isso - em uma área mais próxima ao abandonado terminal do tal do BHLS, projeto já fracassado antes mesmo de nascer, com as linhas 38B e 39B, reservadas ao vindouro sistema, rodando vazias.

Mas construir um novo terminal seria interesse de gestores dispostos a investir e a planejar. Os gestores de Niterói não estão dispostos e dão sinais claros disso. Apesar de exigirem a refrigeração de toda frota - grande coisa! - acreditam que a única melhoria necessária para o sistema de transportes da cidade, mergulhada em inúmeros engarrafamentos, boa parte por causa de intervalos de sinalização mal bolados, além da refrigeração da frota é a renovação constante dela, cumprida de forma precária por algumas empresas.

Curioso ver um sistema de transporte de uma cidade com IDH alto ser tão falho. Fica a impressão que este pepo de IDH alto é armação para liberar as autoridades de fazerem qualquer coisa pela cidade, transformando as funções de prefeitos e secretários em meros empregos, meras fontes de renda aos seus ocupantes.

Enquanto isso, Salvador moderniza todos os seus terminais

Enquanto a "evoluída" Niterói cria "novos terminais" em terrenos abandonados, a "jeca" Salvador, moderniza todos os terminais de ônibus. A foto clicada pelo entusiasta Lucas Almeida Costa mostra a Estação Pirajá, segundo principal terminal da cidade depois do Terminal da Lapa, totalmente modernizada.

Apesar de ter varias falhas, como ausência de conforto, escassez de carros nas linhas e renovação lerda de frota, o sistema de ônibus de Salvador tem pelo menos o planejamento nos itinerários e nos pontos das linhas e desde que instalou a integração com o sistema de metrô, modernizou praticamente todos os terminais na cidade

As estações de ônibus sofreram reformas que ampliaram as suas estruturas e melhoram de maneira chocante a sua estética. São terminais que parecem de primeiro mundo. Se houvesse empenho em melhorar a frota da cidade, ela estaria digna para rodar nestes belos terminais.

Mas é curioso ver que desde o golpe de 2016 os estereótipos estão ruindo. Aqueles que achávamos evoluídos dando lições de incompetência e ignorância enquanto "caipiras" avançam rapidamente em direção ao progresso, mesmo longe de alcançar a perfeição.

Isso lembra bem a estória da Lebre e da Tartaruga. A lebre niteroiense que se achava na vanguarda a cada dia vive perdendo para a tartaruga soteropolitana que, mesmo devagar, pelo menos não segue inerte diante do tempo que nunca para.

sexta-feira, 9 de março de 2018

O fracasso do modelo curitibano

Com o anúncio da supérflua Olimpíada e da superestimada Copa, as autoridades entenderam que o sistema de transporte deveria ser mudado para tentar agradar aos turistas - que não eram tantos assim como se pensava - que chegariam para ver os eventos.

O modelo escolhido para ser adotado em quase todo o país, principalmente nas cidades onde aconteceriam os eventos foi o de Curitiba, canonizado como o sistema de transporte "mais perfeito" do mundo. Há outros melhores, mas o senso comum entendeu de canonizar o modelo curitibano por causa de seus chamativos ônibus articulados e pelo estereótipo de "cidade mais evoluída do país", mesmo sendo a meca do neofascismo brasileiro.

Criado na ditadura militar por inspiração nos carros do exército, o sistema curitibano foi estigmatizado como "de excelente qualidade" por causa dos veículos articulados que enchiam os olhos de passageiros e transeuntes. Com o tempo, o sistema se mostrou um fracasso, pois apesar de grandes, os articulados tinham limites de espaço, passando a rodar superlotados.

A mídia se esforçou muito em esconder notícias ruins envolvendo ônibus curitibanos, pois era plano a sua implantação em outros estados e países. Tinha que ser vendido como um "sistema perfeito". Com o tempo, outras ideias foram aparecendo, como o projeto do ônibus túnel na China, que é de fato excelente, mas que foi mal administrado. Mas o sistema curitibano, conhecido como BRT mesmo fracassado, acabou durando, embora com uma frota pra lá de antiquada.

A implantação nos outros estados seguiu com a inspiração no sistema curitibano. Mesmo não assumindo em alguns casos os articulados do modelo original, adotou-se a pintura padronizada - inspirada na pintura dos veículos militares, quando a identificação com a gestão municipal esconde a identificação das empresas licitadas - e o sistema de vias exclusivas para ônibus.

Com o fim dos eventos, o sistema curitibano, que mesmo em sua terra natal já dá sinais de obsolescência após mais de 40 anos de adoção, se mostra falho nos outros municípios, revelando ser uma mera pompa a servir de propaganda para gestões políticas do que uma solução para a mobilidade urbana.

Quase todos os projetos de mobilidade, salvo exceções, fracassaram por falta de planejamento adequado e priorização da pompa de um sistema que existe para encher os olhos e não para cumprir a sua função de conduzir o passageiro ao local desejado.

Apesar do fracasso, a implantação do sistema curitibano em todo o país segue adiante, pois o estigma de "modelo perfeito" já esta consagrado no senso comum, junto com a preguiça intelectual de buscar soluções mais eficientes, além do medo elitista de tirar os automóveis - transporter da classe média, público alvo de gestões elitistas - das ruas.

Enquanto todos ficam maravilhados com os uniformizados ônibus inspirados no estereótipo curitibano, a mobilidade urbana segue precária e altamente deficitária. Até que se lembrem que transporte bom vai muito além de articulados de uma cor só guiados por um sistema político golpista, cada vez mais autoritário e ganancioso.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Canoas (RS), passando por Camaçari (BA) e Niterói (RJ) sem escalas

O entusiasta Douglas Storgatto veio com estes verdadeiros furos jornalísticos com a circulação dos novos carros de piso baixo do consórcio SIT Canoas, de Canoas, no Rio Grande do Sul, ostentando uma nova pintura agradável e de muito bom gosto.

O interessante é que os carros, semi-novos vieram de lugares que tem a ver comigo: Niterói, onde eu moro atualmente e Camaçari, vizinha a Salvador (onde morei durante anos e pretendo voltar a morar) e onde vivem alguns amigos bastante queridos.

A SIT Canoas adquiriu algumas unidades da CAIO MIllennium (sob chassis Mercedes-Benz) do consórcio niteroiense TransOceânico (aqui em foto clicada por mim) e uma unidade da Marcopolo Viale BRT da cooperativa Cooperunião de Camaçari, adquirida para teste que pelo jeito, não agradou a empresa.

Mas o pessoal de Canoas gostou e agora está feliz com os belos carros de piso baixo que apesar de serem de segunda mão, estavam bem conservados e rodam hoje na cidade gaúcha como se fossem zerados de fábrica. Parabéns ao povo de Canoas, respeitado com estes ônibus de qualidade.





sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Comprar carro novo não é prova de que a empresa é boa

Há um mito, tratado como dogma religioso, de que a compra constante de carros novos é o que classifica uma empresa como boa. Realmente é um aspecto positivo, mas ainda insuficiente para definir o nível de qualidade de uma empresa. Não raramente há empresas, principalmente no Estado do RJ, que renovam constantemente a frota sem ter condições de conservá-la com esmero. Não citarei nomes, mas é um triste fato comprovado por mim pessoalmente.

Na verdade, empresa boa é a que conserva a frota. Pensem comigo: uma empresa que não renova a frota, mas a conserva de forma impecável, respeitando as fases de uma boa manutenção, pode ser considerada pior que uma empresa que renova constantemente, mas meses depois tem a frota sucateada? Óbvio que não. A melhor é sempre a que conserva, renovando ou não a frota.

A empresa que ilustra esta postagem, a Coletivo Guapiaçú, de Cachoeira de Macacu, no interior fluminense, aqui clicada pelo entusiasta Marcos Corrêa, é um exemplo de empresa que não renova, mas sabe conservar a frota, que preserva as características de carros recém adquiridos, representando uma excelente qualidade de serviço aos usuários.

Além disso, a Guapiaçú nos dá a oportunidade de vermos verdadeiros clássicos do transporte ainda rodando como no tempo de seu auge, enchendo de beleza os olhos de entusiastas. Estimula o turismo busófilo, estimulando gente a visitar a cidade só para ver estas relíquias rodando.

Os entusiastas deveriam pensar melhor e desistir desse mito quase religioso de que empresa boa é a que renova. Empresa boa é a que conserva. Pois não adianta gastar fortunas para aquisição de novos carros se poucos meses depois eles se desfazem feito castelo de areia.


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O primeiro Bepo Cittá do Estado do Rio de Janeiro

O Consórcio TransNit, por meio de sua consorciada "Auto Lotação Ingá", adquiriu cerca de 14 exemplares do modelo Cittá da nova encarroçadora BepoBus, sendo os primeiros do modelo no estado fluminense. 

Os carros iriam ser destinados para uma empresa paulista, mas entes mesmo de receber os carros esta desistiu, mantendo a condição de "Zero KM" para os mesmos, que acabaram adquiridos pelo consórcio niteroiense, pelas suas excelentes características.

Até o dia em que cliquei esta foto, após ele ter sido exposto perto do Terminal jango, pelo que eu soube posteriormente, nunca tinha visto este modelo pessoalmente. Quado o vi, adorei. Achei mais bonito pessoalmente. Realmente, a sua aparência é bem moderna, soando como uma espécie de evolução do Ecoss da Busscar, modelo que gosto bastante e que ainda roda em Niterói pelo mesmo consórcio.

Tomara que a Bepobus faça bastante sucesso. A aquisição pelo consórcio niteroiense é uma baita forma de propaganda. Precisamos de novas encarroçadoras. Particularmente gostei deste Cittá pelo conjunto da obra, principalmente por ser espaçoso e por ter tês portas.

Que venham muitos Cittás para o Brasil todo.



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Apresentado primeiro frescão da frota municipal gonçalense

O entusiasta Matheus Rodrigues, que costuma fotografar novidades da CAIO e Irizar, veio com esta bela novidade para os meus vizinhos gonçalenses. Finalmente apresentado na sede da CAIO em Botucatu/SP, o primeiro ônibus equipado com aparelho de ar condicionado para a frota municipal de São Gonçalo, que já conta com maioria refrigerada na frota intermunicipal.

Segundo as informações publicadas nos comentários do Ônibus Brasil (ou seja, eu não sou o responsável por tais informações), serão 20 para a Galo Branco e 20 para a Estrela. Há indícios não confirmados de que outros grupos empresariais já fizeram seus pedidos para as fábricas.

Curioso que a Galo Branco está comprando CAIO para a frota municipal quando compra Marcopolo para a frota intermunicipal. A Galo Branco se comporta como três empresas: a municipal, com pintura padronizada, a intermunicipal para Niterói, com a pintura tradicional e a frota para a capital fluminense com pintura mais sofisticada. Isso além de ser dona da Estrela e segundo boatos, quer comprar a Brasília.

Será um salto de qualidade para o município, um dos mais calorentos do estado, que necessitava de ônibus equipados com ar condicionado. A população, majoritariamente usuária de transporte coletivo, agradece.